A Organização Mundial de Empresas

História

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Em 1919, um pequeno grupo de empresários decidiu criar uma organização que representaria o mundo dos negócios. O grupo, composto de industriais, financeiros e comerciantes, estava determinado a recuperar a prosperidade económica mundial, numa época em que o mundo tentava recuperar da devastação da 1ª Guerra Mundial. Assim se fundou a Câmara de Comércio Internacional, tendo estes comerciantes ficado conhecidos por "merchants of peace" (comerciantes da paz).

O mundo tinha poucas estruturas internacionais a funcionar no rescaldo dos conflitos mundiais do século 20. Não havia um sistema de regras a nível global para regular o comércio, o investimento, o sector financeiro ou as relações comerciais entre privados. Foi extremamente inovador que o sector privado tenha preenchido essa lacuna sem esperar pela ação dos governos.

Embora sem se darem conta disso na altura, estes pioneiros estavam a criar uma organização que se tornaria essencial para a economia global: ao longo dos anos, a ICC assumiu um papel central no desenvolvimento do comércio mundial e na vida das empresas a nível global. Define regras internacionais, mecanismos e padrões que são usados diariamente por todo o mundo - agora muito mais complexo do que o de 1919.

O ímpeto inicial da ICC surgiu do seu primeiro presidente, Étienne Clémentel, um antigo ministro francês do comércio. Sob a sua influência, o secretariado da organização internacional estabeleceu-se em Paris e foi fundamental na criação da Corte Internacional de Arbitragem da ICC, em 1923.

O núcleo original, representando os sectores privados da Bélgica, Grã-Bretanha, França, Itália e Estados Unidos, expandiu-se de tal forma que se tornou numa organização mundial de empresas com centenas de membros em mais de 130 países, entre os quais se incluem muitas das empresas mais influentes do mundo, representando vários sectores de indústria e serviços.

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A ICC Portugal foi criada entre as duas guerras e trabalhou sempre em estreita colaboração com a atual Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa. Durante a segunda guerra mundial cessou a sua atividade e em 1949 recomeçaram os trabalhos preparatórios, tendo visitado Portugal em Fevereiro de 1950, o Secretário-Geral da ICC, Pierre Vasseur. Em Abril de 1950 ficou reconstituída, aprovaram-se novos estatutos e elegeram-se novos órgãos sociais.

Passados 80 anos, a ICC Portugal continua a traduzir as publicações da ICC cada vez mais procuradas e a organizar inúmeras formações e conferências ao longo dos anos, para dotar os empresários das ferramentas necessárias para o sucesso dos seus negócios além-fronteiras.

Por outro lado, a dinamização das Comissões a nível interno permite aos especialistas nacionais acompanhar de perto os desenvolvimentos nos seus sectores juntos dos seus pares a nível mundial.

 

A voz do Comércio Global

A ICC representa as empresas de todo o mundo junto de governos e organizações intergovernamentais. Três membros proeminentes serviram na Comissão Dawes que forjou o acordo internacional para concretizar as reparações da guerra, em 1924, visto como um avanço nas relações internacionais dessa época.

Um ano após a criação das Nações Unidas (ONU) em São Francisco em 1945, a ICC obteve o estatuto consultivo mais elevado junto da ONU e das suas agências especializadas. Desde então procura assegurar que a perspetiva das empresas é transmitida e tida em consideração pelo sistema das Nações Unidas, entidades intergovernamentais e organismos como o G20 e o G8, onde são tomadas decisões políticas que afetam a condução dos negócios.

Defensora do sistema multilateral de comércio

O alcance e a complexidade do trabalho da ICC acompanharam o ritmo da globalização dos negócios e das tecnologias. Nos anos 20 a ICC focou-se em reparações e nas dívidas da guerra. Uma década mais tarde, lutou sem sucesso nos anos da depressão contra a corrente de protecionismo e nacionalismo económico. Ao surgir a guerra em 1939, a ICC transfere as suas operações para a parte neutra da Suécia, de forma a assegurar a sua continuidade.

Nos anos do pós-guerra, a ICC permanece uma defensora diligente do sistema de comércio multilateral. À medida que a sua lista de Membros incluía cada vez mais empresas de países em desenvolvimento, aumentam também as exigências para a abertura dos mercados mundiais aos produtos desses países.

Nos anos 80 e início dos anos 90, a ICC resistiu ao reaparecimento de um protecionismo modificado que surgiu sob a forma de acordos de comércio, restrições voluntárias à exportação e a introdução de obstáculos denominados de "comércio monitorizado".

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Influência Global

A ICC possui um vasto número de empresas e associações, provenientes de 130 países, sendo a única organização de comércio com tamanha representatividade em tão diversos sectores e com empresas de diferentes dimensões.

Com um acesso privilegiado aos governos nacionais e representantes internacionais de topo responsáveis pela tomada de decisões que afetam o desempenho organizacional, a ICC abriu a porta dos corredores do poder, permitindo apresentar a perspetiva das empresas sobre vários temas, desde o comércio e investimento até à ética empresarial e à globalização.

A rede global das delegações nacionais da ICC assegura a influência a nível nacional enquanto as relações privilegiadas da ICC com as grandes organizações intergovernamentais, incluindo a Organização Mundial do Comércio, possibilita que a voz do comércio seja ouvida a nível internacional.

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