A Organização Mundial de Empresas

COP23 - a perspetiva das empresas para a Conferência das Nações Unidas sobre o Clima em Bona no dia 6 Novembro 2017

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A COP23 terá lugar de 6 a 17 de novembro em Bona, na Alemanha. A ICC, enquanto ponto de contacto para a UNFCCC com as empresas e a indústria, vai acolher o dia oficial do BINGO na 5ª feira, 9 de novembro.


A ICC representará a perspetiva das empresas nas negociações e participará ativamente nas diversas sessões e eventos que se seguirão à conferência.
É por isso que partilha a sua Declaração Oficial para esta COP23 – a “Perspetiva da ICC sobre as Negociações Climáticas na COP23”. Este documento inclui as perspetivas das empresas a respeito da implementação do Acordo de Paris e a sua importância para permitir um desenvolvimento económico sustentável. Baseia-se em alguns dos aspetos fundamentais para as empresas que vão estar em discussão nesta Conferência e manifesta a disponibilidade dessas mesmas empresas para colaborar e oferecer contributos aos governos e à UNFCCC.

 

Mensagem-chave:


Comércio global e alterações climáticas


• ICC está totalmente comprometida com a UNFCCC e com o Acordo de Paris.
• O acordo de paris confere às empresas a certeza de longo prazo de que precisam para planear o seu crescimento futuro sustentável.
• Apelamos a todos os governos que mantenham a temática das alterações climáticas nas suas agendas políticas e que envolvam as empresas no desenvolvimento de políticas relacionadas com as alterações climáticas.
• As empresas já estão a tomar medidas para construir uma economia baixa em carbono no futuro. Em todos os setores, as empresas desenvolvem soluções, continuam a inovar e estão a preparar-se para acelerar a escala e o ritmo de crescimento.
• Ainda mais empresas estão comprometidas com a liderança dos movimentos relacionados com as alterações climáticas mais do que em qualquer outro momento da história.
• As empresas estão também empenhadas em cumprir a sua quota-parte na inovação e para mobilizar o financiamento para o combate às alterações climáticas.
• Dos governos – nacionais e internacionais – esperam-se medidas ambiciosas e com visão de longo prazo para ajudar as empresas a adotar soluções de escala baixas em emissões de carbono.
• Os governos deverão dar prioridade aos mecanismos que mitiguem o risco do investimento em tecnologias que sejam amigas do ambiente, especialmente nos países em desenvolvimento, e melhorar o desenvolvimento tecnológico e a inovação.
• Para apresentar medidas efetivas e expeditas no âmbito da agenda do clima, os governos deverão trabalhar de maneira a envolverem o setor privado como um parceiro construtivo no desenvolvimento de quadros globais e locais de ações climáticas.

Adaptação às alterações climáticas e resiliência
• É imperativo que haja uma ação coordenada com todos os stakeholders se de facto queremos construir comunidades e economias mais resilientes.
• As empresas podem fornecer o conhecimento, a investigação, a tecnologia, o financiamento, o seguros e as aptidões para construir economias mais resilientes.
• O setor privado mantém preparado para colaborar com todos os stakeholders sobre uma planeamento holístico de adaptação e resiliência.

 

Finaciamento do Clima


• As estratégias de mitigação e adaptação necessárias para a transição para uma economia baixa em carbon e para geror os impactos das alterações climáticas vão exigir acesso a financiamento mais do que habitual.
• O setor privado deverão desempenhar crucial na ajuda a superar o défice de financiamento climático.
• As empresas têm capacidade e vontade de investir em projetos para produzir resultados de mitigação e adaptação e estão prontas para trabalhar com as Partes para desenvolver o modelo cooperativo proposto no Artigo 9 do Acordo de Paris.

 

Comércio e ação climática


• A ICC acredita que o Acordo de Paris se deveria basear em regras claras e procedimentos que evitem a criação de barreiras ao comércio e que estejam em linha com as regras de comércio internacional.
• Não é debilitando o multilateralismo num forum global que faremos progressos num outro.
• Existe um papel fundamental para as empresas na construção de uma política climática que encoraje as empresas a liderar a transição para uma economia de baixo carbono.


Transporte


• Os regulamentos que pretendem criar um sistema de transportes mais sustentável deveriam ser de âmbito global e promover o comércio, a mobilidade e a competitividade.
• Um setor internacional de transportes interconectados que seja mais verde e com baixas emissões vai depender num quadro de regras e padrões globais que sejam eficientes, previsíveis e bem desenhadas.

 

Sobre a Câmara de Comércio Internacional (ICC)


A ICC tem um posicionamento único que lhe permite contribuir com input das empresas sobre as matérias das alterações climática. Sendo a maior organização mundial de empresas, com uma rede de mais de 6 milhões de membros em mais de 100 países, temos uma ampla visão sobre a resposta das empresas às mudanças climáticas.


A ICC é o ponto de contacto fundamental para as empresas e a indústria e a UNFCCC e recebeu este ano o Estatuto de Observadora junto da Assembleia Geral das Nações Unidas – a primeira vez que uma organização do setor privado foi admitida formalmente no sistema da ONU.

 

Saiba mais sobre a COP 23 aqui.  E sobre o BINGO Day e outras atividades paralelas.
 
Para mais informações visite: www.iccwbo.org  

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