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É necessário mais esforço para abrir as economias ao comércio global, diz o índice de abertura dos mercados divulgado pela ICC

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    • Os Países do G7 / G20 não conseguiram demonstrar liderança global no comércio
    • A Alemanha é o único país do G20 em 20 principais mercados abertos a nível mundial
    • As economias BRICS estão mais atrasadas, mas apresentam sinais de abertura
    • Singapura e Hong Kong são os mercados "mais abertos" do mundo
    • União Europeia está mais aberta ao comércio do que os Estados Unidos


Apesar repetidas promessas para tornar o comércio um motor de crescimento e de criação de emprego, as economias do G20 não estão a mostrar liderança global na abertura ao comércio, segundo a informação disponibilizada pelo Índice de Abertura dos Mercados 2015 da ICC (OMI) publicado hoje.

O relatório – encomendado pela Câmara de Comércio Internacional (ICC) – revela que as nações do G20 se encontram classificadas abaixo do nível global em termos de abertura ao comércio, sendo que apenas a Alemanha se coloca acima dos 20 mercados mais abertos do mundo.

Singapura e Hong Kong lideram os rankings de 2015 pela 3ª edição consecutiva deste relatório, ultrapassando largamente grandes economias como a dos EUA em termos de abertura ao comércio.

O índice classifica 75 países numa escala de um a seis, relativamente a quatro fatores chave: abertura verificada ao comércio, políticas de comércio, abertura ao investimento direto estrangeiro e infraestruturas facilitadoras de comércio. Assim, o índice também analisa o desempenho dos governos no que diz respeito ao cumprimento dos compromissos do G20 para o aumento dos fluxos globais de comércio, incluindo os pedidos realizados na cimeira de líderes do ano passado em Brisbane, Austrália.

Classificar o G20 – espaço para melhorias

A última edição do Índice revela que 16 das economias do G20 se classificam apenas na média ou abaixo da média em termos da abertura ao comércio global. As duas economias do G20 de menor pontuação são o Brasil e a Índia, embora ambas tenham visto uma subida na sua pontuação em relação ao ano passado.

A respeito do lançamento do relatório, o Secretário-geral da ICC, John Danilovich, disse:

"Enquanto os líderes mundiais procuram novos motores do crescimento no ambiente económico atual, os dados do OMI revelam que ainda existe uma margem substancial para os líderes do G20 tomarem medidas para reforçar o comércio mundial. Reverter o protecionismo e implementar reformas para facilitar os fluxos de comércio devem ser os pilares fundamentais de uma nova agenda do G20 que promova a retoma do crescimento e da estabilidade na economia global."

Outras Conclusões

A última edição do Índice, lançado à margem de um encontro de líderes governamentais e empresários reunidos em Ankara na Cimeira “Business 20”, revela o seguinte:

  • a pontuação média dos 75 países aumentou de 3.5 em 2011 para 3.6 em 2013 e para 3.7 em 2015.
  • a UE demonstra um desempenho abaixo dos EUA em termos de abertura ao Comércio.
  • apenas duas economias foram classificadas como “excelente” em termos de abertura geral ao comércio (com uma pontuação acima de 5.0), Hong Kong e Singapura.
  • as economias classificadas com pontuação mais baixa (com pontuação inferior a 2.0), são o Paquistão, Bangladesh, Etiópia e o Sudão.
  • há uma tendência crescente nas classificações das "políticas comerciais" em todo o índice, mas a aplicação do Acordo de Facilitação do Comércio da Organização Mundial do Comércio (TFA) poderia fornecer um impulso significativo.

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Comentando as perspetivas para o comércio mundial, John Danilovich afirmou:

“Nas últimas semanas vimos dados que sugerem que os fluxos de comércio caíram no segundo trimestre deste ano. Esta é uma tendência preocupante e que requer urgente atenção internacional.”

Danilovich acrescentou: “Estamos a apelar ao G20 que se comprometa com um pacote de reformas que permitam que o comércio seja o principal motor de crescimento do emprego e das oportunidades. Tal deverá começar com um claro compromisso de ratificação e implementação do acordo de facilitação do comércio da OMC antes do fim do ano.”

De acordo com um estudo da ICC encomendado ao Instituto Peterson - como parte da iniciativa World Trade Agenda - um simples pacote de reformas no comércio poderia gerar ganhos na exportação a médio prazo acima de US$ 2 triliões, possibilitando entretanto a criação de cerca de 34 milhões de empregos.

Aceda ao Índice de Mercados Abertos de 2015 da ICC

Consulte mais detalhes na ICC Business World Trade Agenda

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