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Em preparação: 5 dicas para o sucesso na ICC International Mediation Competition 2016

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Faltam apenas alguns dias para o início da 11ª edição da ICC International Mediation Competition 2016 e as expectativas são altas.

A Escola do Porto da Faculdade de Direito foi selecionada para participar na ICC International Commercial Mediation Competition 2016, que se realiza em fevereiro, em Paris e que conta com o patrocínio da Abreu Advogados, da Universidade Católica Portuguesa - Faculdade de Direito do Porto e do Novo Banco. Os quatro alunos desta Faculdade que integram a equipa portuguesa são a Carolina Sá Duarte, Tiago Rocha, Francisco Quelhas Lima e Filipe Maia Alexandre, liderados por Ana Maria Maia Gonçalves e Thomas Gaultier, mediadores certificados internacionalmente, membros do ICFML e professores convidados da Escola do Porto. Esta é a primeira vez que Portugal está representado nesta Competição, que pretende incentivar o ensino e a aprendizagem de uma utilização eficaz da mediação.

Sentámo-nos com os peritos e participantes para fornecer às equipas concorrentes um conjunto de ferramentas para os ajudar a alcançar melhores resultados.

Aqui estão 5 dicas para um evento que muitos descrevem como marcante.

1: Estar Preparado

Pode parecer óbvio, mas é um aspeto essencial que não pode ser subestimado. Uma compreensão adequada daquilo que é exigido e dos limites que existem garante que não vai haver surpresas. “Comece por assegurar que leu e entendeu as regras, os anexos, bem como toda a informação geral e confidencial sobre os problemas. Investimos muito tempo nestas regras e todos os anos existem melhorias para garantir que tudo é preciso e consistente”, disse Ronald Austin, Presidente do Grupo de Trabalho das Regras para esta Competição.

2: Praticar, praticar e praticar

Julgo que o principal que fizemos enquanto equipa e com o nosso orientador foi rever cada problema inúmeras vezes e melhorar realmente a nossa abordagem tanto quanto possível”, disse Brandon Schrecengost, membro da equipa vencedora da edição de 2015. É muito importante praticar os exercícios vezes sem conta para aperfeiçoar as competências e criar confiança. É igualmente importante criar condições realistas de concorrência para testar o desempenho. A probabilidade de se estar distraído nas rondas da competição é menor quando já se tem uma noção do que esperar.

Pratique o Inglês e use as palavras de forma inteligente. “Isto será especialmente importante para aqueles cuja língua nativa não é o inglês. Praticar a pronúncia e pensar nas melhores palavras a utilizar é fundamental”, disse Diego Faleck, orientador da equipa da Faculdade de Direito da Fundação Getulio Vargas de São Paulo e membro do Grupo de Trabalho das Regras de Competição. Investir algum tempo para se sentir confortável com o vocabulário vai fazer toda a diferença no momento de se sentar à mesa.

3: Perceber o “porquê”

Grande parte do trabalho na mediação é contrário à intuição típica dos advogados e estudantes de direito. Em vez de pensar sobre o que se vai fazer e as táticas necessárias para alcançar esse plano, pense sobretudo naquilo que é disponibilizado e porque está a fazer o que está a fazer”, disse Rosemary Howell, orientadora da equipa da Universidade de New South Wales na Austrália e membro do Grupo de Trabalho das Regras de Competição. É necessário ter uma razão estratégica por detrás das ações. Conhecer e compreender essa razão será a chave do sucesso. “O segundo elemento que é necessário ter em mente são os interesses. Focar-se nas razões pelas quais as partes querem alcançar determinado objetivo em vez de se focar na sua posição (que apenas revela aquilo que pretendem, eliminando a oportunidade de satisfazer os seus interesses de forma diferente e eventualmente mais atrativa)”.

Aprender a passar das posições para os interesses é o que diferencia os mediadores e negociadores”, acrescentou Howell.

4: Conheça o seu plano mas mantenha-se preparado para se adaptar

Tenha uma estratégia mas saiba que vão existir momentos em que terá de se afastar e pensar por si mesmo. “Criar surpresas é o trabalho de quem elabora o caso, mas os estudantes têm de ter a capacidade de se adaptar”, disse Faleck. Usar as competências de resolução de problemas e ser flexível. Caso se sinta perdido, considere parafrasear ou fazer uma pergunta aberta. Pode ser mais eficaz do que contra-atacar com um argumento.

Escolha o melhor enquadramento para uma questão e tente saber qual a estratégia do outro lado.

5: Manter a mente aberta

Isto não se aplica apenas à mediação mas também ao estar num local e interagir com diferentes pessoas de todo o mundo”, disse Austin. Tente não ter ideias preconcebidas sobre alguém ou alguma coisa. Esteja aberto à pessoa ou ao problema à sua frente. As ideias e julgamentos podem ser alterados se se aproximar deles com uma atitude construtiva ou sob um ângulo diferente.

Estas são as cinco regras para quem se quiser manter nesta competição.

Saiba mais sobre este evento aqui.

Consulte o Press Release.

Leia a entrevista a Hannah Tuempel na edição passada.

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