A Organização Mundial de Empresas

ICC apela ao G20 para que entregue uma Agenda de quatro medidas para o crescimento e a criação de emprego

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Líderes empresariais pediram aos líderes mundiais reunidos em Antalya neste fim-de-semana para a cimeira do G20 de 2015, para que se comprometam com uma agenda, composta por quatro pontos, para revitalizar o crescimento do PIB mundial e aumentar a criação de emprego nas maiores economias do mundo.

Os líderes mundiais reúnem em Antalya num momento em que a economia global se encontra numa aparente encruzilhada: o crescimento do PIB permanece lento e o desemprego entre os jovens encontra-se numa média global recorde de mais de 13%. É preocupante que os fluxos de comércio – que historicamente têm sido um importante motor do crescimento e de criação de emprego – tenham registado uma inesperada queda de 6% ao longo do primeiro semestre deste ano.

Contra este panorama, os CEO’s do grupo da ICC “B20 International Business Advisory Council (IBAC) ” definiram as quarto áreas chave que necessitam de ação urgente:

1. Ratificação e implementação do Acordo de Facilitação do Comércio (TFA) da Organização Mundial de Comércio (OMC)

Uma nova investigação da OMC sugere que o TFA poderá impulsionar os fluxos de comércio global em 3,6 triliões de USD, um valor sem precedentes, criando assim mais de 20 milhões de empregos. O impacto da implementação do TFA poderá ser maior do que o da eliminação de todas as barreiras tarifárias em todo o mundo – e nunca poderiam levar a um aumento de 80% das exportações pelas PME em algumas economias, uma vez que a internet abre oferece novas oportunidades e mercados.

Apesar de 51 países terem já ratificado o TFA, ainda é necessário que mais 108 países o façam para o que o acordo possa ser implementado. Os membros do IBAC apelam às economias do G20 a fazerem tudo o que esteja ao seu alcance para acelerar o processo de implementação efetiva deste acordo, ao longo dos próximos meses.

O Secretário-geral da ICC, John Danilovich disse: "Como líderes empresariais, não podemos aceitar o «status quo» de crescimento de um dígito e o aumento dos níveis de desemprego em muitas economias. Estamos prontos a colaborar com os líderes do G20 para construir um futuro mais promissor e próspero para todos."

2. Tomar medidas concretas para criar mais oportunidades para mulheres e jovens no mercado de trabalho

A taxa de desemprego mundial é de 5,9%. Para os jovens é de 13,1%. As mulheres também têm muito mais probabilidade de estar desempregadas ou com empregos menos qualificados ou seguros. Tudo isso tem um grande custo económico e social.

A comunidade empresarial global apela ao G20 para que se comprometa com uma estratégia global que estimule a juventude e a participação feminina no emprego. Um objetivo-chave deve ser o de reduzir os desfasamentos a nível de competência, nomeadamente através de uma melhor colaboração público-privada para as estratégias e planos de nacionais de educação e formação profissional.

3. Estabelecer estratégias logísticas específicas em cada país para estimular o investimento nas estruturas infraestruturas tão necessárias em projetos por todo o mundo

As principais economias do mundo devem articular estratégias nacionais coerentes para reparar e investir nas suas infraestruturas. O lançamento do “Global Infrastructure Hub” sob a presidência Australiana do G20 no anto passado representou um grande passo na direção certa, mas muito mais precisa de ser feito, para que se possa construir sobre esta importante plataforma.

A dimensão do problema requer uma ação urgente: prevê-se que a diferença nos custos com infraestruturas em todo o mundo alcance entre 15 a 20 triliões de USD até 2030. Para preencher esta lacuna serão necessárias quantidades de capital privado sem precedentes, e os membros do IBAC pedem aos governos do G20 para definir planos credíveis para atrair investidores.

4. Melhorar o acesso das PME ao financiamento

Uma pesquisa recente mostra que o enorme potencial das pequenas empresas está bloqueado pelo acesso limitado a financiamento a preços razoáveis. Para dar apenas um exemplo: as PME muitas vezes dependem de crédito bancário que lhes permita exportar, mas os novos dados da ICC mostram que mais de 50% dos pedidos de PME para financiamento ao comércio são agora rejeitados pelos bancos.

Nas suas comunicações com os governos, ao longo dos últimos meses, os CEO’s que integram a ICC sublinharam que o G20 assume seriamente a criação de emprego mas deve urgentemente garantir que, as empresas que o merecem, recebem financiamento para que os seus projetos sejam viáveis. Um ponto de partida prudente para o G20 seria comprometer-se a explorar se a implementação de uma regulação financeira mais dura bloqueou inadvertidamente o fluxo de financiamento às pequenas empresas. Também deverá estabelecer uma estratégia convincente no sentido de aumentar o acesso das PME a formas alternativas de financiamento.

Os líderes empresariais da ICC destacam estas quatro prioridades fundamentais nas reuniões face-a-face com os líderes do G20 que terão lugar no início da preparação da Cimeira de Antalya, este fim-de-semana. O Secretário-geral da ICC, John Danilovich, que este ano liderou o Secretariado do IBAC, disse: "A nossa agenda de quatro pontos para o crescimento, emprego e oportunidades tem um significativo potencial para lançar a economia global. Enquanto líderes empresariais, não podemos aceitar o «status quo» do crescimento de um dígito e o aumento dos níveis de desemprego em tantas economias. Estamos prontos para colaborar com os líderes do G20 para construir um futuro mais promissor e mais próspero para todos.”

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