A Organização Mundial de Empresas

ICC pede aos países que revelem liderança no acordo global climático

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Com uma forte presença na 20ª Conferência sobre Alterações Climáticas das Nações Unidas que decorreu em Lima, a ICC (Câmara de Comércio Internacional) anseia por um acordo global sobre as alterações climáticas que comprometa a 100% o setor privado no curto e longo prazo. As conversações climáticas, que vão ter lugar entre os dias 1 e 12 de Dezembro, contarão com a presença de governos de todo o mundo para convergir as negociações que procuram acordo sobre um significativo número de assuntos, incluindo as Intended Nationally Determined Contributions (INDCs), para assumir um acordo global das Nações Unidas justo e eficaz em 2015.

As conversações em Lima têm o potencial de fornecer uma base sólida para alcançar, pela primeira vez nos últimos 20 anos de negociações, um acordo vinculativo e universal sobre as alterações climáticas de todas as nações do mundo. Este acordo deverá ser concluído na reunião COP no próximo ano em Paris (COP21).

“As empresas globais urgem por um acordo climático multilateral. A forte presença da ICC na reunião COP20 deste ano assegurará que as empresas internacionais serão representadas durante estas negociações e será significativo na formulação de soluções de alterações climáticas”, disse o Secretário-geral da ICC, John Danilovich.

No seu papel como entidade mundial de empresas, a ICC forja maior cooperação entre os governos e o setor privado, e luta para garantir que os governos criem uma estrutura que permita às empresas continuarem a formular e implementar as soluções práticas de alterações climáticas.

Os governos esperam identificar os elementos chave para o acordo de 2015 em Lima para oferecer maior clareza e previsibilidade para a realização de investimentos e decisões por parte das empresas e que poderão acelerar e ampliar a ação global sobre as alterações climáticas.

“Uma economia baixa em carbono pode estimular o crescimento económico. As empresas e governos devem trabalhar em conjunto para encontrar a estrutura correta para acelerar o crescimento global verde através do comércio e investimento”, disse Kersten-Karl Barth, Diretor de Sustentabilidade na Siemens AG, e Presidente da Comissão de Ambiente e Energia da ICC.

“O novo acordo climático deve ser consistente com os acordos ambientais, como o Protocolo Montreal e acordos de comércio, nomeadamente aqueles sob a Organização Mundial do Comércio (OMC) e projetos em desenvolvimento sob a orientação do G20 ou sob a Agenda de Desenvolvimento e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas Post-2015”, referiu James Bacchus, Presidente da Comissão do Comércio e Investimento da ICC e membro do High-Level Advisory Panel. “Necessitamos ainda de ver alguma consistência com a legislação regional, nacional e subnacional, na medida em que será crítica na tomada de decisões de empresas de todas as dimensões”.

A ICC é um parceiro de longa data da Convenção Estrutural das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, agindo como um ponto central, e participa como observador no Fundo de Investimento Climático. Além disso, a ICC também trabalha de forma próxima com agentes sénior de governos em assuntos ambientais transversais no G20 e outros fóruns intergovernamentais.

A ICC estará presente e comprometer-se-á com um conjunto de eventos em Lima. Os líderes empresariais globais e membros da Comissão do Ambiente e Energia da ICC irão participar na conferência para apresentar perspetivas empresariais.

Durante a conferência, a ICC irá apresentar a sua mais recente publicação “A Business Perspective on International Climate Change Policy” realçando as prioridades chave das empresas no COP20 e para as negociações climáticas de 2015, fornecendo um “kit de desenvolvimento sustentável” que contém princípios que auxiliam as empresas a gerir as considerações económicas societárias e ambientais nas suas operações.

A ICC irá ainda apresentar o ICC Green Economy Roadmap, um guia para as empresas, formuladores de políticas e sociedade, que aponta 10 condições necessárias para conduzir ao crescimento, inovação, colaboração e governança. O roadmap serve tanto como uma ferramenta para integrar a sustentabilidade em estratégias de negócio e políticas governamentais, bem como como uma plataforma para partilhar e ampliar as melhores práticas e iniciar novas atividades.

Veja o Programa de Atividades COP20 em que a ICC estará envolvida.

Veja o ICC Green Economy Roadmap.

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