A Organização Mundial de Empresas

Pirataria marítima atinge valor mais baixo em 21 anos, relata o IMB

images/noticias/Relatorio_2016_400_170.jpg

Londres e Kuala Lumpur, julho 2016 – a pirataria e o roubo à mão armada no mar diminuíram para os níveis mais baixos desde 1995, apesar da vaga de raptos na África Ocidental, de acordo com o novo relatório do Escritório Marítimo Internacional (IMB) da Câmara de Comércio Internacional (ICC).

O relatório de pirataria do IMB confirma que houve 98 incidentes no primeiro semestre de 2016, em comparação com os 134 relativos ao mesmo período do ano passado. Quando a pirataria estava no seu ponto mais alto, em 2003 e 2010, o IMB registou 445 ataques por ano.

No primeiro semestre de 2016, o IMB registou que 72 embarcações foram abordadas, 5 sequestradas e 12 sofreram tentativas de ataques. Houve disparos contra 9 navios. Foram feitos reféns 64 tripulantes, em oposição aos 250 do mesmo período de 2015.

Esta queda na pirataria marítima mundial são notícias encorajadoras. Dois fatores principais são as recentes melhorias ao redor da Indonésia, e a contínua dissuasão de piratas somalis na África Oriental”, disse Pottengal Mukundan, Diretor do IMB, cujo Centro de Relatórios de Pirataria global tem apoiado a indústria naval, as autoridades marítimas e as marinhas ao longo de 25 anos.

Mas os navios precisam de continuar vigilantes, de manter a segurança e de relatar todos os ataques, uma vez que a ameaça de pirataria continua a existir, em especial na Somália e no Golfo da Guiné”, disse ainda.

Nigéria: o hotspot dos sequestros da pirataria mundial

Apesar das melhorias globais, os sequestros estão em altas, com 44 tripulantes capturados para resgate em 2016, 24 dos quais na Nigéria, em comparação com os 10 do primeiro semestre de 2015.

No Golfo da Guiné, ao invés de serem sequestrados tanques de óleo pela sua carga, existe um aumento dos incidentes de tripulantes que são capturados para resgate,” disse o Capitão Mukundan.

O Golfo da Guiné contou com 7 dos 10 incidentes de sequestro, com gangues armados que abordaram embarcações. Os ataques nigerianos são muitas vezes violentos, contabilizando 8 das 9 embarcações contra as quais houve disparos. O IMB refere que vários ataques não são reportados pelos proprietários dos navios.

O IMB reportou outros 2 incidentes de rapto em Sabá, onde reboques e barcaças foram o alvo. Em inícios de junho, um reboque e uma barcaça foram sequestrados em Balingian, Sarawak (na Malásia) e a sua carga roubada.

Melhorias na Indonésia

O Centro de Relatórios de Pirataria do IMB tem trabalhado de forma próxima com as autoridades Indonésias para melhorar a segurança nos mares e portos.

Os roubos de baixo nível a navios ancorados baixaram ao serem estabelecidas ancoragens com mais segurança. Isto contribuiu para a diminuição no número de incidentes na Indonésia para 24 nos primeiros 6 meses de 2016, em comparação com os 54 do mesmo período de 2015.

O IMB aplaude ainda a rápida resposta da Marinha Indonésia na recuperação de um tanque de produto sequestrado, a sul de Pulau Serutu, na costa ocidental de Kalimantan, dizendo: “É exatamente este o tipo de resposta exigida a ameaças como estas.” 9 piratas foram detidos e a tripulação do tanque escapou ilesa.

O Centro de Relatórios de Pirataria do IMB é o único escritório independente a receber os relatórios de ataques piratas 24h por dia em todo o mundo. O IMB pede aos capitães e proprietários de navios para reportar todos os incidentes de pirataria e roubo à mão armada, inclusive as tentativas e suspeitas, às autoridades locais bem como ao Centro de Relatórios de Pirataria do IMB. Este primeiro passo na cadeia de resposta é vital para assegurar que recursos adequados são alocados pelas autoridades para enfrentar a pirataria. As estatísticas transparentes de uma organização independente, não política e internacional pode agir como catalisador para alcançar este objetivo.

Consulte o Press-Release.

Para mais informações contactar:

Pottengal Mukundan
Diretor, IMB
Tel: +44 20 7423 6960
Email: pmukundan@icc-ccs.org

Os nossos Membros