A Organização Mundial de Empresas

Relatório revela que a Facilitação do Comércio atrai Investimento Direto Estrangeiro

images/noticias/InvestimentoDiretoEstrangeiro_400_170.jpg

O novo relatório da Aliança Global para a Facilitação do Comércio – uma parceria público-privada que inclui a Câmara de Comércio Internacional (ICC), o Fórum Económico Mundial e o Center for International Private Enterprise – confirma que a facilitação do comércio pode impulsionar o desenvolvimento económico inclusivo.

Enquanto o Investimento Direto Estrangeiro (IDE) teve um papel protagonista na história de sucesso da produção do Leste Asiático entre os anos 80 e 90, o investimento continua a estar concentrado no Sudeste Asiático e nas maiores economias emergentes. Os vários países que não se vêm como destino do IDE para a manufaturação tendem a ter custos de comércio mais elevados e ambientes de facilitação do comércio mais fracos – esta relação é analisada no relatório, que chega a uma conclusão poderosa.

Nos últimos anos, o comércio mundial tem visto as complexas cadeias de valor multiplicarem-se, podendo um país especializar-se na produção de um único componente de um produto final de uma multinacional, tal como o ecrã de um smartphone. O IDE na produção pode agir como um forte criador de empregos ao apoiar a integração de economias em cadeias de valor globais.

Assim, o IDE na produção tem sido crucial para as histórias de sucesso das economias emergentes. Marrocos, por exemplo, tem atraído mais de US$3 biliões através do IDE desde 2011, dois terços dos quais se destinaram a componentes de produção automóvel. O Sri Lanka atraiu mais de US$1 bilião para a área de produção através do IDE ao longo do mesmo período – e apesar de constituir menos de um terço do total de investimentos feitos no país, contabiliza mais de dois terços dos empregos gerados por investimento estrangeiro, revelando o forte valor de criação de empregos do IDE no setor de produção.

Por isso, qual a relação entre o IDE na indústria transformadora e a facilitação do comércio? Para que uma linha de produção que esteja em diferentes continentes funcione plenamente, o comércio além-fronteiras tem de ser acessível e previsível. A facilitação do comércio refere-se a processos que liberem os produtos nas fronteiras da forma mais rápida e previsível o possível, nomeadamente através da agilização do desalfandegamento ou da maior transparência dos procedimentos aduaneiros.

Mais concretamente, o relatório constata que melhorar o ambiente de facilitação do comércio em 1% corresponde a um aumento de 3.2% de IDE no setor da produção. Apesar de isto não ser um fator de causalidade, o relatório aponta para a importância da facilitação do comércio na atração e retenção de investimento. Economias em desenvolvimento com fortes ambientes de facilitação do comércio também atraem investimentos de alto valor, especialmente em indústrias desejáveis como a de produção de componentes automóvel e aeroespacial.

Apesar de um amplo número de fatores levar a decisões de investimento, a capacidade para mover produtos entre fronteiras e a previsibilidade são dos fatores mais importantes”, explica Philippe Isler, Diretor da Aliança.

No passado mês de fevereiro, o Acordo de Facilitação do Comércio da Organização Mundial do Comércio (OMS) entrou formalmente em vigor. De acordo com as estimativas da OMS, a total implementação do acordo poderia criar aproximadamente 20 milhões de empregos – a maioria em países em desenvolvimento.

Saiba mais sobre a Aliança Global e o impacto que a facilitação do comércio pode ter na criação de empregos, aqui.

Faça o download do Relatório.

Consulte o Press Release.

Os nossos Membros