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A ICC apela à reforma das políticas financeiras para acelerar a ação climática e o desenvolvimento sustentável

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O representante institucional de mais de 45 milhões de empresas emitiu ontem um apelo para a reforma das políticas públicas para redimensionar o financiamento de modo a atender aos desafios globais em matérias de clima e sustentabilidade.

Numa carta aberta aos Ministros das Finanças, a ICC estabeleceu um plano abrangente de 10 medidas para melhor alinhar a governança do sistema financeiro aos objetivos do Acordo de Paris de 2015 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (SDGs) das Nações Unidas. A intervenção, sem precedentes, de uma organização empresarial ocorre em meio à crescente preocupação com as persistentes lacunas de financiamento para apoiar a implementação dos objetivos globais de sustentabilidade.


Nesta carta aberta, o Secretário-geral da ICC John W.H. Denton AO referiu:

“Os Governos e os órgãos reguladores empreenderam um programa impressionante e concreto para resolver as falhas do sistema financeiro após a crise financeira de 2008. Uma década depois, torna-se necessário uma agenda de ação comparável, com resultados concretos, para permitir que o sistema financeiro atenda aos desafios globais de sustentabilidade – principalmente a nível da emergência climática.”


Neste sentido, a ICC delineou 10 alavancas políticas que poderiam ser implementadas para expandir o financiamento sustentável, baseando-se numa séria de consultas com as principais instituições financeiras e corporações em todo o mundo. Estas recomendações incluem: ampliação de mandatos regulatórios e do banco central para incluir objetivos de sustentabilidade; incorporação da sustentabilidade nos cálculos de risco regulatório e de crédito; capacitar os consumidores a tomar decisões de investimento sustentável alinhadas com os seus valores.


Em tom conclusivo, o Secretário-geral da ICC referiu que:


“Em conjunto, e em parceria com o esforço voluntário das instituições financeiras, acreditamos que este conjunto de medidas políticas tem a capacidade de alterar definitivamente os fluxos financeiros em direção a investimentos relacionados com a mitigação e adaptação, bem como aos SDGs. Pedimos aos governos que reflitam sobre como poderão ajudar no avanço desta agenda a nível global … bem como que considerem intervenções nacionais apropriadas.”


Esta carta foi emitida perante as discussões sobre o financiamento climático na conferência climática da ONU, que está a decorrer na cidade de Madrid (COP25), na qual a ICC lidera o engajamento a nível do setor privado.


Após a divulgação da Carta, John W.H. Denton AO acrescentou que “Vemos uma clara desconexão entre os objetivos das políticas públicas de Paris, os SDGs e os objetivos da regulamentação financeira contemporânea. Depois de dez anos a consertar o sistema financeiro, chegou a altura de habilitar o sistema financeiro para consertar o mundo (…) Isso requer um repensar holístico das estruturas regulatórias para garantir que os incentivos ao investimento estão alinhados ao imperativo global de enfrentar as alterações climáticas e impulsionar o desenvolvimento sustentável."


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