A Organização Mundial de Empresas

COP24: 4 prioridades empresariais para uma cimeira climática decisiva

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O mundo empresarial tem reforçado a sua intervenção na área climática, auxiliado pela criação de um “Paris Rulebook”, que dará às empresas o enquadramento necessário a um plano de ação mais exigente. A Câmara de Comércio Internacional representará o setor empresarial e industrial na 24th Conference of Parties (COP24).


A 24th Conference of Parties (COP24) será um momento crucial para os esforços globais de combate às alterações climáticas. Escolhida a cidade polaca de Katowice, três anos após o sucesso das negociações para o Acordo de Paris, a COP24 marca o prazo para as partes acordarem num “Regulamento” (Rulebook) de Paris. Este quadro de execução demonstra como o programa dos Governos para atingir estes ambiciosos objetivos ambientais que o Acordo estipula – nomeadamente, manter o aumento da temperatura média global abaixo dos 2ºC.

Relatórios científicos recentes têm revelado o quão urgente é alcançar estes objetivos climáticos globais. O relatório especial United Nations’ Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) alerta para a necessidade de mudanças urgentes de modo a evitar os elevados custos económicos e sociais que o aquecimento global de 1,5ºC acima de níveis pré-industriais pode trazer.

Com o decorrer da COP24, as quatro prioridades empresariais são:

1. Aumentar a ambição climática
Tem-se verificado um número crescente de empresas que têm adotado ações transformadoras no âmbito climático, e isto por uma razão simples: as alterações climáticas são um assunto de todos. Fracassar na mitigação do impacto das alterações climáticas causaria danos enormes no planeta e nas perspetivas das gerações futuras, bem como para as empresas e economia como um todo. Há também grandes ganhos potenciais na aposta em mercados emergentes de baixo teor de carbono. Assim, a ICC apela às Partes que aumentem a sua ambição nas suas contribuições nacionais determinadas (nationally determined contributions) para cumprir os objetivos do Acordo de Paris e impulsionar os esforços globais de neutralidade na emissão de gases com efeito de estufa.
Um fracasso na abordagem às alterações climáticas prejudicará todos”, afirma o Secretário-Geral da ICC, John Denton. “Os países deverão ir além dos parâmetros mínimos na adoção de ações transformadores se quisermos alcançar os objetivos globais estabelecidos no Acordo de Paris”.

 

2. Adotar um “Regulamento de Paris”
Para que as empresas cumpram as ações climáticas de impacto positivo, terá de haver uma maior certeza nas políticas ambientais de longo-prazo e nos investimentos necessários. O “Regulamento de Paris” permitirá às empresas aumentar o seu investimento em inovação, investigação, infraestruturas e novas tecnologias e soluções, que serão essenciais para alcançar as metas de emissões e os ambiciosos objetivos do Acordo de Paris.
Encorajamos todas as partes do COP24 a finalizarem os detalhes-chave que permitiram a implementação total do Acordo de Paris”, pede Justin Perrettson, Head of Global Engagements da Novozymes, e Presidente da Comissão de Ambiente e Energia da ICC. “Tal encorajará a um aumento das contribuições nacionais, bem como uma maior inovação no apoio às matérias de alterações climáticas”.

 

3. Trazer as empresas para o debate
As regras e políticas climáticas que são acordadas a nível internacional e nacional terão um impacto tremendo na maneira como as empresas cooperam para o combate às alterações climáticas, o que afetará as suas operações domésticas e internacionais, as cadeias de fornecimento, o planeamento e os investimentos. Tal significa que as empresas têm visões únicas, conhecimentos técnicos e casos de estudo que serão cruciais para assegurar a eficácia das contribuições nacionais determinadas.
Se as empresas participarem na implementação do Acordo de Paris, o diálogo será muito mais eficaz. No espírito dos Diálogos de Talanoa – a tradição Fiji de ter um processo de decisão inclusivo, participativo e transparente – a ICC apela às Partes que incluam as empresas no desenvolvimento de políticas relativas às alterações climáticas, de modo a acelerar e encorajar a aposta do setor privado nas tecnologias inovadoras através de políticas fiscais adequadas e da diminuição dos riscos de investimento de capital privado em oportunidades de adaptação e mitigação das alterações climáticas.

 

4. Criar políticas climáticas transformadoras que resultem para todos, todos os dias, em todos os lugares
Como alerta o Relatório Especial da ONU (IPCC), são necessárias políticas transformadoras e urgentes para atingir os objetivos acordados de Paris. Estas alterações terão grandes implicações para os trabalhadores nas suas cidades e em todo o mundo – especialmente nas indústrias com uma pegada de carbono forte. Enquanto se trabalha para atingir os objetivos do Acordo de Paris, será necessário que todos os stakeholders assumam um percurso sustentável para a sua comunidade, trabalhadores e ambiente.
As empresas são um ator chave nesta matéria, tendo sido lançado um novo artigo que estabelece os Princípios da ICC para uma Transição Justa – salvaguardando a viabilidade económica e social das comunidades através de uma transição global para uma economia de zero emissões, conseguida através do trabalho conjunto com os stakeholders.

 

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Visite o site da ICC e conheça todas as mensagens passadas no COP24 em nome das empresas, bem como o Paris Rulebook.


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